Acordei no outro dia, e Anne não estava lá, mas o que ela
tinha acordado antes de mim?. Levantei-me e fui ao banheiro fiz minha higiene,
e fui procura-la. Quando cheguei na sala, Zayn estava jogado assistindo
televisão.
- Bom dia – disse Zayn dando um tchauzinho.
- Zayn você está com febre? Ta se sentindo bem? – perguntei
me aproximando dele.
- Haha, muito engraçado senhor Horan – disse revirando os
olhos.
- Onde está Anne? – perguntei
- Sabia que iria perguntar – disse batendo no sofá – Ela está
na cozinha fazendo café.
Levantei-me e fui à cozinha, onde a encontrei em frente ao
fogão, com fones de ouvido, ela estava ouvindo Payphone, consegui decifrar a
música por causa da altura de seus fones, sorri involuntariamente. Abracei-a
por trás fazendo ela dar um leve pulo.
- Meu deus Niall você adora me dar sustos - disse colocando a
mão no peito.
- Desculpa amor – disse beijando a curva de seu pescoço
- EU DISSE QUE ELE IA TE PROCURAR ANNE – gritou Zayn da sala
– GANHEIRA CAPETINHA.
- CALA A BOCA SEU GAY – gritou Anne de volta, logo depois me
abraçou.
- O que realmente está acontecendo aqui? – perguntei
- Quando acordei encontrei Zayn jogado no sofá, ele me disse
que você ia me procurar, ai eu falei que não, porque você sabe que eu não iria
fugir de você, mas você me procurou então – deu de ombros.
- Claro que eu te procuraria – disse beijando a ponta de seu
nariz – você é minha pequena.
Ela corou e me beijou.
[...]
Era praticamente 4 da tarde, estávamos todos jogados na sala,
vendo alguma coisa retardada na televisão. Anne estava deitada apoiada em mim,
Harry estava deitado no colo dela, Louis estava no chão com ciúmes, Liam mexia
no celular, enquanto Zayn tentava se manter acordado ao lado de Liam. Foi
quando eu senti algo vibrar loucamente em minhas costas, era o celular de Anne.
- AI MEU DEUS – gritou levantando, fazendo Harry cair em cima
de Louis, e todos se assustarem.
- Mas que merda Anne – disse Harry se levantando
- O que foi amor – perguntei vendo seus olhos brilharem.
- CHER ESTÁ AQUI EM LONDRESSS – ela começou a fazer uma
dancinha estranha, fazendo Zayn me olhar estranho.
- Olha a namorada que você arrumou Niall – Zayn disse, e eu
ri.
Quando ia responder o celular de Anne começa a tocar
Satisfaction, a mesma sorriu e atendeu.
- FALA PUTA – gritou – Não acredito que tu ta aqui sua vadia.
Eu e os meninos olhávamos ela assustados.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH SÉRIO ? – ela dava pulinhos, quase
acertando Harry e Louis que estavam no chão – Melody está com você,
awnnnnnnnnnn. Ok, vamos nos encontrar. CALA A BOCA VADIA LOUCA. Ok daqui a
pouco de ligo, beijos.
Ela desligou e caiu no sofá de novo.
- Mas quanta educação – Liam disse.
- Desculpa Daddy, mas é a saudades – disse rindo. – AHHH
CARALHO.
- Anne aquiete as tetas por favor – disse Louis, fazendo ela
dar uma almofadada na cara dele.
- Já vi que você tem planos para hoje – disse fazendo bico.
- Awn babe – me deu um selinho – não fique assim, eu tenho
todo o tempo do mundo pra você. Hey Nini, você pode me levar pra casa?
- Você tem certeza Ann? – perguntei receoso
- Sim, por favor – me deu um sorriso meigo.
- Vamos então – disse me levantando e indo pegar as chaves do
carro.
O caminho fora silencioso, a não ser pelo rádio que estava
ligado. Anne olhava fixamente ao um ponte aleatório na rua, ela apertava suas
mãos, ela estava nervosa.
- Anne está tudo bem? – perguntei alternando a visão dela e
da rua.
- Eu não sei Niall – falou com a voz tremula – Eu sinto que
algo irá acontecer.
- Hey – coloquei minha mão em cima da sua – vai ficar tudo
bem.
Ela me deu um meio
sorriso. Quando chegamos à frente de sua casa, vi Anne prender a respiração, o
carro de seu pai estava lá novamente. Anne me olhou como se pedisse para mim ir
com ela, foi assim que fiz. Sai do carro, e dei a volta abrindo a porta para
Anne, ela me olhou preocupada. Entrelacei minha mãe na dela e a apertei,
enquanto subíamos as pequenas escadas para chegar à porta, podíamos ouvir
gritos. Anne abriu a porta devagar, encontrando lá, uma mulher loira aparentava
ter uns 30 anos e bem, parecia uma barbie de tanta maquiagem.
- O que você está
fazendo aqui? – perguntou Anne dando ênfase no você.
- Ah, olá querida – disse a mulher com uma voz nojenta –
Viemos te buscar.
- Mas o que? – disse incrédula.
- NÃO MARCOS VOCÊ NÃO TEM ESSA DIREITO – gritava a mãe de
Anne.
- CHARLOTTE ME CONTOU QUE ELA SE CORTA – gritou um homem, que
eu deduzi sendo o pai dela – E VOCÊ NÃO SABIA QUE NÃO ESTAVA NEM AI PRA ELA.
Depois tudo ficou silencioso e só ouvimos soluços e passos se
aproximando da sala.
- Ah, olá Anne filha – seu pai aparecera na sala.
- O que você quer aqui? – perguntou fria, apertando mais
minha mão.
- Eu vim te buscar querida – disse o homem sorrindo. – Vamos
ir para Rússia.
- Eu não quero ir – disse Anne
- Anne já está decidido, já peguei suas coisas, vamos – disse
o homem indo em direção a ela. – Quem é você me jovem?
- Eu sou o namorado dela – respondi abraçando Anne de lado.
- Ah que perfeito – disse a mulher que estava com ele – agora
vocês já podem se despedir.
- Eu não vou ir – disse Anne se soltando de mim e batendo o
pé.
- Mas olha! Esse são os modos que sua mãe te ensinou? – disse
a moça falando como se estivesse ofendida.
- Cala a boca sua vadia, eu não estou falando com você –
disse Anne.
- ANNE – gritou o pai dela – JÁ CHEGA, VOCÊ VAI VIR AGORA E
PONTO FINAL.
- NÃO – gritou Anne.
Seu pai havia pegado pelo pulso e estava puxando minha Anne,
ele levaria minha pequena para longe.
- MARCOS PARA COM ISSO – dona Liz estava ao meu lado.
- MÃE, EU NÃO QUERO IR – gritava Anne – EU AMO O NIALL MÃE.
- MARCOS VOCÊ NÃO CONSEGUE VER – dona Liz estava no chão
chorando.
Corri até a porta onde o pai de Anne a forçava entrar no
carro.
- ENTRE LOGO NESSA MERDA ANNE – gritava
- EU NÃO VOU MORAR COM VOCÊ – gritou tentando se soltar. – EU
TENHO NOJO DE VOCÊ, ME SOLTA.
- É ASSIM ENTÃO? – perguntou alterado – POIS FIQUE AI.
As coisas foram muito rápidas, primeiro foi o pai dela a
empurrando, logo depois eu a vi no chão desacordada. Corri imediatamente até
ela.
- ANNE? PELO AMOR DE DEUS ANNE – falava enquanto a segurava,
sua cabeça estava sagrando. – POR FAVOR, CHAME A AMBULANCIA.
- Eu.. Eu desculpe jovem – aquele monstro apenas disse isso e
saiu arrancando com o carro.
Peguei meu celular com as mãos tremulas e liguei para a
ambulância. A mãe de Anne estava parada na porta chorando, eu chorava mais
ainda. Quando a ambulância chegou, não me deixaram ir com ela. Eu não acredito
no que aconteceu minha pequena, ela disse que me ama, eu a amo. Por favor,
cuide de minha pequena, não a deixe ir.
Niall pov of~
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